Há dois anos começamos a planejar a viagem dos sonhos do David: viajar de moto ao Ushuaia - última cidade ao sul da Argentina.
A quilometragem por si só, já causava receio: 4.200 Km sentido sul. Seriam aproximadamente 13.000 km de viagem em 30 dias, considerando o percurso e os locais escolhidos para visitação.
Além de adquirirmos a motocicleta, começamos a adquirir, aos poucos, os equipamentos.
De acordo com os relatos que lemos no período que antecedeu a viagem, iríamos enfrentar muito frio, muito calor, muito vento, tudo em excesso. Dessa forma, a roupa de cordura com forro término era o equipamento ideal.
Sempre sonhei em viajar, conhecer países. Encontrei um parceiro que também adora isso, porém seu sonho sempre foi conhecer o mundo de moto.
Unindo o útil ao agradável, passei a curtir. No início, a chuva, o vento, o desconforto da moto me causavam desespero. Hoje, consigo até dormir....hehehe
Pois bem, a fascinação dessa viagem ao Fim do Mundo são os desafios. Quase 900 kms de deserto, ventos fortíssimos, trechos sem postos de combustíveis. Tudo isso, faz do Ushuaia o destino motociclístico mais famoso aqui da América do Sul e também da Europa! Viajantes do mundo inteiro fazem esse trajeto em busca das belezas e desafios do percurso!
Planejamos nossas férias e pretendíamos sair de Laguna/SC em 29/02/2008. Inicialmente iríamos sozinhos. Depois encontramos um casal no site da XT 660 que planejava fazer a viagem na mesma data, porém surgiram problemas e eles decidiram não viajar. Por fim, faltando quinze dias para viajarmos, conhecemos também no site da XT 660, dois casais de Natal que planejavam viajar na mesma data.
Estavámos receosos, afinal não nos conhecíamos, trocamos poucos emails, mas decidimos arriscar a viajarmos sozinhos.
No dia anterior à partida, um jornal de circulação estadual, Diário Catarinense, publicou reportagem sobre a nossa viagem. Recebemos diversos telefonemas e emails de amigos desejando sorte.
Creio que a maioria dos nossos amigos e familiares estavam mais receosos que nós mesmos.
Bagagem pronta, resumida aos seguintes pertences para cada um: um tênis, duas calças, uma bermuda, três camisetas, roupa íntima, um chinelo, produtos de higiene pessoal, um secador de cabelo minúsculo.
Ainda levamos óleo para corrente, corda, filtro de óleo, câmara de pneu, detergente para viseira. Não sei como coube “tantas coisas” para um mês inteiro na "motinho.
Saímos de Laguna dia 29/02 com destino a Gramado/RS. Mal chegamos na serra e a chuva começou a cair. Pior, era um verdadeiro dilúvio.
Hospedamo-nos na pousada Belo Cuio em Gramado. Ao abrir a bagagem, levamos um susto. Toda a roupa do alforje estava molhada. Passei o dia todo secando a roupa com um secador de cabelo. Chorei muito, ficava me perguntando o porquê de tanta má sorte no primeiro dia. Forrei o alforje com sacos de lixo e contentei-me com a situação. A incerteza minha era tanta, que não tive coragem de sair da pousada, passei o dia pensando se retornava e deixava o David seguir sozinho.
Decidi seguir, infelizmente a chuva não cessou, saímos no dia seguinte na chuva em direção a Uruguaiana/RS.
Chegamos na cidade sob chuva torrencial. A cidade estava comemorando o carnaval fora de época, tinha ônibus até do RJ. Todos os hotéis da cidade lotados. Uma senhora que assistia ao desfile, nos vendo na chuva, molhados, ofereceu a garagem de sua casa. Mal podia acreditar, chuva, frio, fim de tarde, sem hotel, desespero total.
Por fim, conseguimos vaga num hotel nos fundos da rodoviária da cidade. Novamente, fiquei com o secador de cabelo ligado durante horas secando as roupas...
Por causa da chuva, nossos parceiros se atrassaram e tivemos que aguardá-los por mais um dia naquela cidade. Eles saíram de avião de Natal/RN, onde moram, até São Paulo. Na capital paulista, Job pegou sua moto na transportadora e Ivan adquiriu sua KTM na concessionária.
A chuva não parava, cheguei até consultar se havia ônibus para Florianópolis. Estava desesperada. Já estava decidida a voltar, quando finalmente chegaram os outros dois casais. Foi empatia a primeira vista. Conhecemos Job e Andreia, e Ivan e Helena. A força das mulheres fizeram-me mudar de idéia.
No dia seguinte, adentramos no território Argentino. As motos perfiladas na fronteira causaram-me emoção, estavámos iniciando nossa grande viagem.
Após rodarmos o dia inteiro, para pernoitar em Carlos Paz, localizada próxima a Córdoba. Após uma bela pizza e muchas cervezas, hospedamo-nos no Hotel Abamar (70 pesos).
Muito cedo partimos em direção a Mendonza.
Já no fim da tarde, o pneu da moto do David furou. Por sorte, havíamos passado por uma "gomeria" há uns dez quilômetros. Optamos por retornar.
Chegamos a Mendonza.Conseguimos chegar no fim da tarde na cidade. As ruas da cidade são ladeadas por heras, árvore robusta que produz sombra. Nos hospedamos no Sosi Hostel (100 pesos) e jantamos no maravilhoso restaurante Don Pepe, que servia ótima parrilhada.
De Mendoza, rumamos ao Chile, mas pra isso fizemos a travessia das Cordilheiras, subimos aproximadamente 4.000 m acima do nível do mar.


Vimos dois casais subindo a Cordilheira de bike. Elogiável.

Nas proximidades da entrada do Parque Nacional do Aconcágua, almoçamos Parrilhada acompanhada de muitas Quilmes.


Alguns quilômetros depois, encaramos os famosos Los Carocoles. Descer tantas curvas causou frio na barriga.

Atingindo o litoral central do Chile, conhecemos Viña del Mar. Neste dia, conseguimos encontrar um hotel somente às 23:30 hs. Como é uma cidade litorânea badalada, os preços são altíssimos. Foi um “achado” encontrar um hotel por 60 dólares. No dia seguinte, às oito da manhã, após carregarmos toda a bagagem e revisar a moto como de praxe, iniciamos o caminho em direção ao sul do Chile.
Para trafegar em algumas rodovias que circundam a capital do Chile exige-se a compra de um ticket. Custa em média 15 reais para motocicleta. Na hipótese das câmeras de vigilância da rodovia flagrar placa de veículo que não tenha pagado a diária, automaticamente é aplicado uma multa, que deve ser paga na aduana. Enfim, optamos por não correr tal risco e adquirimos o ticket para trafegar por uns 5 km da rodovia.
Em direção a Temuco, almoçamos Parrilha na estrada.




Por indicação de um chileno, paramos às sete da noite para pernoitar em Salto de Lajas. A localidade possui cachoeira e na temporada atrai muitos turistas que se hospedam em cabanas. Conseguimos negociar uma cabana enorme para cada casal pela ínfima quantia de 12.000,00 pesos chilenos.

No dia seguinte, conseguimos rodar até Puerto Varas. Do centro da cidade é possível avistar o imponente Vulcão Osorno.

A cidade possui muitas cabanas, optamos por alugar uma, com capacidade para seis pessoas, pelo custo de 14.000,00 pesos chilenos por casal. A noite, após adquirirmos os insumos num supermercado, preparei um espaguete à carbonara, que degustamos com muito vinho chileno.
Após um belo café da manhã, preparado pelas garupeiras, fomos à base do Vulcão Osorno. O dia estava encoberto, havia chovido muito a noite. Entretanto, com a mudança repentina do tempo, foi possível avistar a magnitude do vulcão.

Almoçamos na beira do lago Lhanquihue que, assim como os demais lagos, é formado pelo derretimento da neve, onde degustamos um maravilhoso salmão, por 30.000,00 pesos chilenos.
Seguindo o roteiro, dormimos na cidade de Osorno.
Mais algumas centenas de kms, despedimo-nos do Chile e cruzamos novamente a Cordilheira pra adentrar em território Argentino, rumo a cidade de Bariloche. A região tem lagos maravilhosos. Os tons de azul de água misturavam-se ao azul do céu. Almoçamos truta em Vila Angostura por 60 pesos.
Rodamos a tarde toda em pleno deserto. A única cidade habitável que constava no mapa era Governador Costa. Parecia cidade de filme de faroeste. Uma rua, algumas casas, um posto de combustível e, claro, um hotel, que mais parecia um drive in, hehe. Jantar, pernoite e café da manhã por 136 pesos.
Dali seguimos para Puerto San Julian. Foi o pior trecho da viagem. Não havia aonde comer, onde usar banheiros ou postos de combustível. Levamos muitas garrafas de gasolina, mas a trepidação da moto era tanta, que algumas até caíram. Desesperador. O cansaço já estava em grau máximo, já rodávamos muitos dias sem descanso.
Em Puerto San Julian nos hospedamos no Hotel Ameghino (113 pesos). O banheiro era coletivo, o que é muito comum no interior da Argentina, mas diante das opções, era o que tínhamos.
Já tínhamos percorrido 6.200 km e o maior trecho de rípio ainda estava por vir.
Era o caminho para El Calafate, saímos da ROTA 3 e cruzamos toda a ROTA 40.
A moto sofria para vencer os seixos soltas. Caminho completamente inóspito, desertíssimo e lindíssimo
Estávamos serpenteando a base da cordilheira, quase 900 kms, no temido Deserto Patagônico. Como a autonomia da moto é de uns 260 kms e tínhamos ‘pernas’ de 380 e 350 kms sem postos, carregamos uns 8 litros de gasolina extra e alguns de água.
Entretanto, as garrafas insistiam em cair. A moto trepidava. Sofrimento vencido com muito bom humor e uns “cortados” do nosso amigo Ivan.
O impressionante, é que apesar de tamanho desconforto, as garupeiras ainda assim conseguiam dormir. Constantemente, o David ficava me acordando e eu pedia para me deixar dormir e apontava a Helena e Andréia dormindo também. Por fim, todos eles desistiram de acordar-nos.
Nesse trecho, tivemos uma compensação divina. Além de avistarmos inúmeros guanacos e emas, tivemos a oportunidade de ver cavalos selvagens atravessando a estrada. Lindos, imponentes, verdadeiramente selvagens. Uma funcionária de uma loja de revelação argentina comentou que fotografar os cavalos é algo raríssimo. Alguns fotógrafos ficam acampados durante semanas para captar as imagens que conseguimos “por pura sorte”.
Apesar do caminho inóspito e desolador, chegamos a cidade de El Calafate, localizada a beira de um lago. A cidade é linda, encantadora, aconchegante. Prato típico: Cordeiro Fueguino.
Fomos direto ao centro de informações turísticas que, dentre as mais de cem opções de hospedagem, nos indicaram uma cabana (Las Cabanas) para seis pessoas pelo valor de 166 pesos por casal.
Devidamente acomodados, saímos passeando pelas ruas do comércio local, que possui inúmeras opções de lojas de artesanato. Após doze dias de viagem, era o primeiro dia que iríamos explorar uma cidade com calma e sem pressa.
Distante 80 km da cidade, o Parque Nacional Los Glaciares, é a principal atração turística. Considerado Patrimônio da Humanidade. O local é deslumbrante. Pagamos o valor de 40 pesos por pessoa para entrar no Parque, onde foi possível visualizar um monumental paredão de geleiras.
O acúmulo de gelo de centenas de milhares de anos é azulado e constantemente despencam barras enormes de gelo semi-derretidas na água.
Além disso, de avistar o gelo das passarelas, fizemos um passeio de barco, que durou uma hora, percorrendo a imensa parede de gelo. (38 pesos por pessoa) Apesar da distância que a embarcação mantém da geleira, a vista sob o ângulo de baixo para cima dá uma perspectiva da imensidão do local bem diferente das que se tem das passarelas.
O som que a geleira emite também é ìmpar. De início pareciam trovões, mas o céu estava sem uma única nuvem. Depois fomos nos aproximando do glaciar e som foi ficando mais intenso, percebemos que o romper do gelo libera esse ruído. Lindíssimo.
Durante minha estada na cidade, senti fortes dores de cabeça, sintomas de sinusite. Apesar de eu ter feito seguro saúde, estávamos distante da capital e, para piorar, as farmácias não vendiam medicamentos sem receituário. Solução, acabei tomando um antibiótico 500 mg que levei e foi a salvação.
Em que pese as inúmeros atrativos da cidade, seguimos no dia seguinte para Rio Gallegos.
Neste trajeto, encontramos um adesivo do MotoLaguna (grupo de motociclistas de nossa cidade).
Nesta cidade, pernoitamos num hotel muito agradável, pelo valor de 130 pesos, Hotel Punta Arenas.
Nesta cidade havia uma autorizada da Yamara, onde o Job aproveitou para trocar a corrente da sua moto que já estava no final da vida útil. A corrente da nossa moto estava aparentemente boa, mas nossa avaliação errônea nos causou problemas dias depois.
Encontramos um casal catarinense, da cidade de Pomerode, que seguia para Ushuaia de fusca.
De Rio Gallegos saímos em direção a Ushuaia. Enfrentamos duas aduanas, quatro trâmites, onde revistaram todas as vezes toda a bagagem da moto.
Como o Chile não permite a entrada de frutas, nem derivados de leite, tivemos que nos desfazer dos lanchinhos que levávamos para comer no caminho. Lamentável.
No trajeto, cruzamos o Estreito de Magalhães com uma balsa. As saídas costumam ser de hora em hora e custam o valor de 27 pesos para moto. Realmente a travessia é muito estreita, mal deu para conhecer o restaurante da balsa...
O caminho até o Ushuaia foi uma verdadeira penitência. Novamente muito rípio, a moto “dançava” na pista, não tinha estação de serviços (postos de gasolina), a paisagem era muito monótona e, ainda, tínhamos que tomar cuidados com os guanacos que atravessavam a estrada “galopando assustados”.
Mal pude acreditar quando chegamos a cidade de Ushuaia. Já era quase dez da noite, frio intenso, o termômetro da avenida registrava 5° C.
A alegria estava estampada em cada fisionomia.
Após muita procura de hospedagem (era alta temporada), nos hospedamos no Hostel Rio Ona (150 pesos), onde fomos bem atendidos durante todos os dias.
Ushuaia é uma cidade pacata, com bela paisagem banhada pelo Canal de Beagle com montanhas de picos nevados ao fundo. Num passeio pela cidade, conhecemos o museu ex-presídio, fomos numa missa na catedral, passeamos pelo comércio local e, ainda, saboreamos um maravilhoso cordeiro fueguino.
Conhecemos também o Parque Nacional Lapataia (60 pesos a entrada). Ele dispõe de bosques bem preservados, com espécie vegetativa muito atípica e trilhas, onde é possível avistar no horizonte algumas ilhas. E pensar que dali pra frente não temos mais nada, exceto se pegarmos um navio para hibernar na Antártida, hehehe, realmente, é o fim do mundo.
Aproveitando tudo que a cidade mais austral do mundo tinha a oferecer, embarcamos num catamarã para um passeio pelo Canal Beagle. O vento em alto mar é muito intenso. O barco, apesar do tamanho, virava com repentinamente, causando medo aos passageiros. Apesar dos diversos sustos, foi possível visualizar leões marinhos, pingüins, inúmeros pássaros, tudo maravilhoso.
No 17° dia de viagem, começamos nosso retorno. Saímos cedo da cidade de Ushuaia. O frio era tão intenso, que fomos obrigados a parar diversas vezes para esquentar as mãos no escapamento da moto. Depois de algum tempo, para piorar, começou a chover intensamente e parar nos quatro trâmites das duas aduanas, revistando bagagem na chuva, não foi nada agradável.
Pernoitamos em Rio Gallegos. Esta cidade, à noite, aparentava ser perigosa, razão pela qual tivemos muito cuidado e nos hospedamos sem escolher muito o hotel.
Dia seguinte, seguimos até San Julian, onde desta vez pudemos passear pela pequenina cidade. Inclusive, Helena e Andréia fizeram um passeio de barco até uma ilha que abrigava pingüins.
Continuando nosso retorno, após mais um dia inteiro de viagem, com rajadas de ventos fortíssimas, no qual viajamos com a moto inclinada a maior parte do tempo e exigia muito do piloto, pois as rajavas cessavam por alguns segundos, conseguimos chegar em Punta Leon, na cidade de Rawson, onde nos hospedamos no Hotel Don Leon (120 pesos) e jantamos um belo salmão.
Convém comentar, que em viagens de motocicleta o almoço é desprezado. Praticamente em todos os dias da viagem fazíamos lanche, comíamos o sanduíche típico argentino (pão, bife a milanesa seco e uma folha de alface), ainda por cima, gelado. A noite, normalmente muito tarde, jantávamos, aliás, jantávamos muito bem. Um descompasso com nossa rotina.
Seguindo nosso roteiro, pretendíamos chegar em Bahia Blanca, cidade argentina de grande porte. Entretanto, após nosso “almoço”, durante a viagem, a corrente da moto do David “se rompió”.
Por sorte, Job havia levado uma emenda de corrente e iniciou o trabalho de remenda. Foi ficando tarde, começou a escurecer e as tentativas de encaixar um pino sobre o outro em cima de pedras do acostamento foram em vão.
Neste momento da viagem, constatamos que viajar com companhia é imprescindível. Além de apoio psicológico, cada ente do grupo compartilha uma sugestão, sabe fazer alguma coisa. Impressionante.
Por Deus, a moto quebrou no meio “do nada”, mas próximo a uma casa. Após pedirmos auxílio para o morador para empréstimo de um martelo, ele nos ofereceu sua serralheria para consertarmos a moto. Com luz, trilho de ferro, mareta, prego, Job (nosso anjo da guarda) conseguiu consertar a corrente.
Assim, chegamos por volta das onze da noite em Bahia Blanca, por óbvio, exaustos.
Após um excelente jantar num restaurante chinês, pernoitamos no Hotel Belgrano (130 pesos).
Apesar das tentativas do David em comprar uma corrente para moto, por ser feriado de páscoa, todas as lojas estavam fechadas. Assim, arriscamos nossa partida para Buenos Aires.
Adentramos a noite viajando, não conseguimos chegar em Buenos Aires. Entramos em cidades próximas, entretanto, por serem balneários estavam lotados. Como éramos o único casal sem barraca (fomos verdadeiros pedra no sapato, hehehe), pernoitamos num hotel na beira da estrada, em Canuela.
Saímos no 22° dia de viagem rumo, finalmente, a Buenos Aires. Chegamos ainda pela manhã, o que possibilitou escolhermos um hotel próximo a rua Florida. E como diria meu amigo De Bona, isso foi sensacional.
Finalmente compramos nova corrente para moto.
Seguindo nosso roteiro, atravessamos a foz do Rio da Prata rumo à Montevideo, onde pernoitamos uma noite e passeamos pela cidade.
Saindo do Buquebus

Em colônia do sacramento
Litoral do Uruguai
Rumo norte, parada estratégica em Punta del Este/Uruguai.
A última foto do grupo reunido. Quando chegamos na divisa do Uruguai com o Brasil, Ivan e Helena continuaram a aventura conosco até Laguna e posteriormente, seguiram até SP, onde despacharam a moto numa transportadora e seguiram viagem de avião até o RN. Já Job deixaria sua moto em Porto Alegre e seguiria de avião até o RJ, retornando ao trabalho embarcado. Dali a alguns dias, retornaria até Porto Alegre para seguir viagem até o RN.